2009/07/18

Artigo que escrevi para a revista da Ordem dos Economistas

Artigo que escrevi em Junho 2009 para a revista da Ordem dos Economistas "Cadernos de Economia":

Só um sector empresarial competitivo nos pode fazer convergir com as economias mais avançadas


Muito tem sido escrito sobre a crise, ou melhor, as “crises”. A “Internacional” e a “Portuguesa”. Creio que é importante começar por fazer esta distinção pois, sem um correcto diagnóstico, não é possível encontrar o remédio certo. Pelo contrário, a medicação errada pode agravar a doença.


Quanto à crise internacional, os agentes económicos e o poder político portugueses pouco podem fazer. A história ensina-nos que a duração das “crises” depende dos ciclos económicos e que, após as recessões, as economias recuperam. Os governos podem tentar “combater” as crises, mas o melhor que podemos esperar é que atenuem os impactos sociais das mesmas.


Mas se as crises económicas, no sentido clássico, acabam, mais cedo ou mais tarde, em retoma económica, já a “crise Portuguesa” é de cariz distinto. A história está recheada de exemplos de Países que entram em longos ciclos de empobrecimento, enquanto outros enriquecem. Normalmente, esse declínio deve-se a causas estruturais.É por isto que a crise “Portuguesa” é tão preocupante.


Embora as deficiências da nossa economia tenham sido objecto de muitas análises, penso que, infelizmente, a sociedade portuguesa está ainda muito longe de ter chegado a um consenso quanto ao diagnóstico da situação.


Ver artigo completo:

http://docs.google.com/View?id=dfkpg37q_114hhqh5ddx