GBT - Blog privado
2011/05/30
Pergunta fundamental da campanha eleitoral
Quando falta apenas uma semana para as eleições, há uma pergunta fundamental que tem de ser dirigida aos três partidos que assinaram o memorando da 'troika' - ainda que não tenha sido a última versão de 17 de Junho, escondida aos portugueses até sexta-feira pelo governo. E a pergunta é: compromete-se a apoiar e a votar favoravelmente todas as medidas que assinou, ainda que perca as eleições e fique na oposição? Essa pergunta tem de ser dirigida, em primeiro lugar, ao PS - e a José Sócrates - que parecem ainda não saber muito bem o que assinaram, talvez por terem dificuldades com o inglês técnico.
por Paulo Pinto Mascarenhas
Tem sido assim a campanha do PS
Passos Coelho (início da manhã): — “está um dia bonitito”
No blog dos abrantes: “Passos Coelho faz sarcasmo com o clima do país”
Fernanda Câncio no Twitter: “Este ataque do Passos ao turismo nacional é mais um tiro no pé. Daqui a pouco está a desmentir-se”
João Galamba no Twitter: “Vejam este link. Os inquéritos aos turistas estrangeiros mostram que eles gostam do nosso clima. PPC não sabe do que fala”
Fernanda Câncio: “@joaogalamba PPC mostra mais uma vez que não está preparado para governar.”
Reporter na campanha de Passos Coelho: “Acusam-no de prejudicar o turismo, como comenta?”
Passos Coelho: “Nunca foi minha intenção atacar o turismo. A verdade é que hoje de manhã o dia bonitito, mas de facto já vi dias melhores”
Fernanda Câncio: “Vejam este link. Já se desmentiu. Novo record. Menos de 2 horas”
José Sócrates: “Estou chocado com o ataque do PSD ao turismo nacional”
Post num blog de direita: “Assim não vamos lá. Passos Coelho não pára de dar tiros no pé”
Post por simpatizante do CDS: “O CDS criou o ministério do turismo. Respeitamos o turismo, ao contrário de Passos Coelho”
JoaoMiranda, 29 Maio, 2011
O essencial e o acessório
Os "analistas" e "comentadores" que elogiam a "eficácia" em campanha do discurso de José Sócrates estão na posição daquele que, perante um carteirista em acção, apenas tem a dizer que os seus dedos são esguios e a mão é estreita, nada dizendo sobre o significado do próprio acto.
por Carlos Botelho
A encenação
Ora vejam, que Sócrates está chocado!...
Com o maior desemprego de sempre? Não!
Com a maior dívida pública de sempre, que dinamizou até não mais poder? Não!
Com o facto de Portugal ser o único país da Europa, e um dos quatro ou cinco do mundo, que não cresce? Não!
Com a maior carga fiscal da Europa, que faz suportar aos portugueses? Não!
Com os seus discursos de mentira sobre o Programa do PSD? Não!
Com a contratação de imigrantes estrangeiros, indianos e paquistaneses, para decorar os comícios do PS? Não!
Com a mentira das contas públicas, sonegando despesas para melhorar o saldo orçamental? Não!
Com o processo de intenções, à boa maneira inquisitorial, que constantemente faz do Programa do PSD e das palavras dos seus dirigentes, criticando o que não está lá ou que eles nunca disseram? Não!
De facto, isso choca-nos a nós. Porque Sócrates está orgulhoso do que faz.
E, quer-me parecer, já nem consciência tem do que diz.
Pinho Cardão
Culpados?
por João Gonçalves
«Alguém foi o responsável por todos os portugueses e muitas empresas neste período mais recente estarem 30 a 40 por cento mais pobres» e «tem que haver culpados nomeadamente aqueles que foram responsáveis pela gestão do país». É verdade. Aliás, não podem ser sonegadas ao escrutínio público coisas como «contratos de cinco novas estradas no valor de 10 mil milhões de euros» com «avultadas compensações financeiras aos consórcios privados» ou os meandros da introdução de portagens nas SCUT traduzida, afinal, em «um mau negócio para o Estado, que assumiu outros 10 mil milhões de euros de pagamentos adicionais aos concessionários privados, recebendo em troca receitas de portagem que não chegarão nunca para cobrir nem metade dessa despesa.» Alguém que anda aí pelas ruas a "chocar-se" por tudo e por nada e a falar em "maledicência", não terá nada a ver com isto? É assim que esse alguém pretende "defender Portugal? Convém, por consequência, Portugal defender-se rapidamente dele.
O VERDADEIRO LEGADO DESTE GOVERNO
Alvaro Santos Pereira
Quando for votar no dia 5 de Junho, por favor não se esqueça do verdadeiro legado deste governo. Já aqui mencionei e interpretei estes dados. No entanto, e como a força de um gráfico vale mais do que mil palavras, vale a pena relembrar o que herdamos após 6 anos desta governação. As linhas a vermelho são os anos que correspondem aos anos em que este(s) governo(s) esteve em exercício:
1) PIB potencial da economia nacional a crescer 0% ao ano
2) Dívida pública recorde: no final de 2004, a dívida pública portuguesa rondava os 56% do PIB. No final de 2011, a nossa dívida pública vai ser cerca de 100% do PIB nacional.
Esta é a maior dívida pública desde os meados do século XIX e não inclui sequer 40 mil milhões de euros de dívidas das empresas pública e mais de 50 mil milhões de euros em parcerias público-privadas:
3) A taxa de desemprego era 6,6% no final de 2004. Hoje a taxa de desemprego já ultrapassou os 12,4%. Esta é a maior taxa de desemprego desde, pelo menos, os anos 30 do século passado
4) A dívida externa total (bruta) da economia nacional era 167,9% do PIB no início de 2005. Hoje a nossa dívida externa bruta é cerca de 230% do PIB. Esta é a maior dívida externa desde 1892, quando entrámos em bancarrota.
5) A dívida externa líquida nacional era 64% do PIB no final de 2004. Hoje, a nossa dívida externa líquida é de 110% do PIB
6) O défice externo, medido pela balança corrente, tem ficado sistematicamente acima dos 8% do PIB. Todos os anos o país endivida-se ainda mais para financiar este défice externo.
7) Em 2007 e em 2008, mais de 100 mil portugueses emigraram do país à procura de oportunidades de emprego:
8) O PIB português está na mesma posição relativa em relação à Europa Avançada que estava em 1990. Ou seja, perdemos 20 anos de esforço de convergência real com a Europa. A divergência da economia com a Europa é uma das marcas deste governo.
Como já aqui mencionei, estes são os factos do triste legado deste governo. Estes são, de longe, os piores indicadores económicos desde 1892, quando tivemos de declarar bancarrota. Os piores.
É importante ainda referir que a grande maioria destes indicadores já tinham atingido valores recordes antes da crise internacional que eclodiu em 2008. Por isso, o triste legado deste governo não se deve ao azar de termos apanhado uma crise internacional. Foi mesmo incompetência. Foi mesmo incúria. Foi mesmo irresponsabilidade. Foi mesmo irrealismo. Este é um legado de tal modo terrível que vai marcar inexoravelmente as nossas vidas e as vidas dos nossos filhos. É caso para dizer: ainda está para nascer um primeiro-ministro que tanto mal tenha feito a Portugal.
Por isso, não se esqueça destes factos no dia 5 de Junho.
Posted by Alvaro Santos Pereira
Construção da Europa - visionários ou irresponsáveis?
por Pedro Braz Teixeira
Há quem considere que a crise do euro resulta principalmente de uma crise de liderança, havendo a ideia implícita que os líderes europeus anteriores, em particular os que levaram à criação do euro, eram gigantes e visionários.
...
Se aquando da criação do euro não havia vontade política para seguir no caminho mais federalista, quando os problemas do euro eram apenas vagas possibilidades no futuro, hoje, quando os problemas do euro estão mais do que visíveis (mas ainda não completamente), é evidente que não existem as mais leves condições políticas para a via federal. Como as condições económicas e políticas só têm perspectivas de agravamento, qualquer solução federal vai ficar cada vez mais inatingível.
Se o resultado final da integração monetária for a implosão da UE, como é que a história classificará os políticos que criaram o euro: visionários ou irresponsáveis?
Para onde vai a Europa?
Por Luciano (Publicado no Diário Económico, 26/5/2011)
Foram décadas de loas à União Europeia. Não terá havido português respeitável e sério que não tenha escrito algum dia algum louvor a essa oitava maravilha à face da terra. Agora, basta uma leitura cursiva pelas páginas dos jornais para deparar com artigo atrás de artigo explicando o horror que ela é. Não há muito tempo, bastava alguém levantar uma dúvida sobre a sensatez da Agenda de Lisboa (quem se lembra desta relíquia?), a Constituição Europeia, o Tratado de Lisboa ou a forma como se construiu o euro para logo ser acusado do pior que há: eurocéptico. Tão mau ou pior quanto fascista ou neoliberal. Hoje em dia, parece que há um eurocéptico em cada esquina.
...
O actual momento da Europa deveria ser um excelente pretexto para reintroduzir uma certa modéstia no dito “projecto europeu”, justamente para impedir que ele se arruíne às mãos dos seus mais indefectíveis defensores. Reduzida à dimensão correcta de uma instância de cooperação entre democracias, a União Europeia continua a ser essencial para elas se afirmarem no mundo. Mas para isso seria preciso tirá-la das mãos dos seus amigos mais destravados.
2011/05/29
2011/04/27
2011/04/05
2011/03/28
2011/03/24
2011/01/21
Ralph Nader & Ron Paul Interviewed Together!
Against the Establishment; Big Business and Wall Street: For Accountability and Free Society.
2011/01/16
2011/01/10
2010/12/18
2010/12/13
Daily Show - Jon Stewart finds what Central Banks are doing
Actually this what they are meant to do by governments: Printing Money
| The Daily Show With Jon Stewart | Mon - Thurs 11p / 10c | |||
| The Big Bank Theory | ||||
| www.thedailyshow.com | ||||
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2009/08/25
Niall Ferguson presents "The Ascent of Money"
Niall Ferguson presents his book "The Ascent of Money: A Financial History of the World" at Carnegie Council on November 20, 2008.
http://www.cceia.org/resources/video/data/000094
http://www.cceia.org/resources/video/data/000094
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